Artigos de Junho 2009
Jun
30

Robert Capa (1913 – 1954)

Esta secção pretende dar a conhecer um conjunto de fotógrafos que pelas mais variadas razões ficaram na história da fotografia.

Razões essas que podem ter sido: criatividade, clareza de visão, determinação, invenção entre outras.

Começo com Robert Capa.

O seu nome verdadeiro era André Friedman e nasceu em Budapest. Foi o fotojornalista de guerra com imagem de herói.

Caracterizou-se pela imagem de fotógrafo fanfarrão que enfrentava as balas com um sorriso, conseguindo captar as imagens com uma habilidade incrível de estar no lugar certo à hora certa.

Fez a cobertura da Guerra Civil  Espanhola (1936-1039) dando a conhecer o seu fotojornalismo apaixonado e humanista, ficando para a história uma das fotos mais marcantes de sempre, um soldado no momento da sua morte.

A sua técnica era simplista, motivada pela sua frase : “Se  as nossas fotos não forem suficientemente boas, foi porque não nos aproximámos o suficiente” e foi modelada pelas limitações da máquina fotográfica Leica, com que trabalhava.

Dizia sempre que “esperava ficar desempregado como fotógrafo de guerra até ao fim da sua vida”.

Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar uma mina terrestre. Foi encontrado ainda vivo com as pernas dilaceradas, acabou por morrer a caminho do hospital. Morreu com a sua câmara nas mãos!

Marcos da sua carreira:

  • 1936 – Fotografa a Guerra Civil Espanhola
  • 1938 – Portfólio publicado em Picture Post
  • 1942 – Contratado pelo Collier’s Weekly
  • 1943 – Contratado pela revista Life (onde foi destacado para fazer a reportagem do Dia D – desembarque na Normandia.

1947 – Co-fundador da agência fotográfica Magnum.

Para os mais curiosos:

  1. http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Capa
  2. http://www.photo-seminars.com/Fame/capa.htm
Autor:

Sérgio  Pinheiro
http://peliculadigital.wordpress.com/

Jun
30

José Raposo

Antes de mais, não é o actor da série da RTP, “Conta-me como foi.” !

Este José Raposo é um excelente fotógrafo, por sinal na minha vila – Sátão! (Acho que não é bem de lá… mas pelo menos é lá a sede da sua loja de fotografia).

Apesar da sua idade, ainda jovem, José Raposo é já considerado um dos melhores fotógrafos nacionais, na categoria que mais gosta de trabalhar, ou seja, reportagem social (casamento).

Com uma experiência de dezassete anos no mundo da fotografia, José Raposo evoluiu com o acompanhamento dos tempos e das tecnologias.

É um fotografo que gosta de arriscar, de inovar, de criar. Os seus casamentos têm o seu quê de arte, aliada a uma técnica de imagem fantásticas e uma harmonia de cor e ritmo incomparáveis. Com um vasto currículo nesta arte José Raposo possui um estatuto verdadeiramente assumido, tornando-se numa mais valia para tudo aquilo que fotografa.Uma noiva nas suas mãos torna-se uma espécie de “diva”, José Raposo consegue captar o momento, a expressão, a emoção.

Desde sempre habituou os seus clientes a um tratamento bastante meritório, o que o torna uma pessoa muito popular e respeitada no meio em que trabalha.

É um acérrimo defensor dos direitos dos fotógrafos, tentando por vários meios dar credibilidade à sua profissão. É comum vê-lo em seminários e workshops um pouco por esse país fora, tendo já participado como orador em várias dessas actividades.

O seu trabalho em casamentos está aliado a uma área que tem vindo a desenvolver-se nestes últimos anos: a moda. Nesse capítulo a sua especialização tornou-se mais rica nos catálogos e editoriais que tem feito por todo o país, tornando-se num dos fotógrafos mais requisitados pelas revistas da especialidade em Portugal.

A nível internacional os leitores das revistas “Elle”, “Harpen’s Bazar”, “Photo” e “Vogue Novias”, já se puderam deliciar com algumas das suas belas imagens, tendo inclusive trabalhos programados para a revista “Novias”, de Espanha e “Sposabella”, de Itália.

A nível técnico, trabalha única e exclusivamente nos formatos 6×6 e 6×7, sendo um dos fotografos indicados pela lendária marca Hasselblad a utilizar os seus equipamentos, fotografa igualmente com Mamiya Rz Pro II. A sua iluminação, apesar de complexa é deslumbrante utilizando sempre um kit port-flash da Broncolor.

Trabalha com o filme NPH 400 da Fuji Film.

Em suma, um grande fotógrafo.

Paulo Teixeira in “Foto é Arte”

Para os mais curiosos:

  1. http://www.joseraposo.com/photoblog/
  2. http://fotojoseraposo.no.sapo.pt/
Autor:

Sérgio  Pinheiro
http://peliculadigital.wordpress.com/